Ainda que eu fale a língua dos homens e dos
[anjos,
Se não tiver amor, serei como o bronze que
[ soa ou como o sino que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e
[conheça todos os mistérios; e ainda que eu
[ tenha tanta fé a ponto de transportar
[ montes, se não tiver amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os meus bens
[entre os pobres e ainda que entregue o meu
[ próprio corpo para ser queimado, se não tiver
[ amor, nada disso me aproveitará.
O amor tem paciência.
Deseja o bem.
Não queima em ciúmes.
Não manipula a pessoa amada.
Não se julga superior.
Não se gaba.
Não humilha os outros.
Não busca seus próprios interesses.
Não faz contabilidade do mal.
Não se alegra com a injustiça,
Mas regozija-se com a verdade.
O amor aceita sofrer,
Aposta na bondade,
Não perde a esperança,
E fica firme.
Profecias acabarão .
Línguas estranhas cessarão.
A ciência envelhecerá.
Mas o amor será sempre jovem. Nunca acabará.
Agora o que vemos é como uma imagem
[ embaçada
refletida num espelho mal polido. Tudo é
[ confuso.
Mas chegará um dia em que veremos a
[ verdade face a face.
Agora o que temos são
A confiança,
A esperança e
O amor.
Mas desses três o maior é o amor.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Poema de Mário Quintana.
Se as estrelas são inatingíveis
isso não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
a mágica presença das estrelas.
isso não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
a mágica presença das estrelas.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Poema de Cecília Meireles.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Vidas...vividas.(Autora:Graça Penna)
Gostaria de dizer-lhe do meu amor
ardente,alegre,doído.
Você é uma feliz ou infeliz coincidência
em minha vida.
Somos tão iguais que me assusta,
é quase como ver minha alma
em um espelho.
É como uma dança no mesmo ritmo
e compasso a incomodar meu coração.
Faz-me voltar aos sentimentos de
uma menina e a mulher que sou
de tantas vidas...vividas.
ardente,alegre,doído.
Você é uma feliz ou infeliz coincidência
em minha vida.
Somos tão iguais que me assusta,
é quase como ver minha alma
em um espelho.
É como uma dança no mesmo ritmo
e compasso a incomodar meu coração.
Faz-me voltar aos sentimentos de
uma menina e a mulher que sou
de tantas vidas...vividas.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Lua Do Cerrado (autora: Graça Penna)
Noite insone a olhar o céu
é a lua do cerrado
um encanto só .
Este céu que parece
desconhecer a poluição
nos cega com seu azul
sem nuvens e, a lua
soberana,hipnotiza.
Quantos sonhos
nesta noite de luar?
Sonho com meu amor
o coração a bater,
no compasso da saudade
de um luar que revive
momentos e sonhos
que ainda sonhamos.
é a lua do cerrado
um encanto só .
Este céu que parece
desconhecer a poluição
nos cega com seu azul
sem nuvens e, a lua
soberana,hipnotiza.
Quantos sonhos
nesta noite de luar?
Sonho com meu amor
o coração a bater,
no compasso da saudade
de um luar que revive
momentos e sonhos
que ainda sonhamos.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Quando Olho Para Mim...(Autor:Fernando Pessoa)
Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
que me extravio às vezes ao sair
das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro,este licor que bebo,
pertencem ao meu modo de existir,
e eu nunca sei como hei de concluir
as sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca,propriamente reparei,
se na verdade sinto o que sinto.Eu
serei tal qual pareço em mim? Serei
tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Obs:penso que deparei com o meu retrato.Como Fernando Pessoa retrata tão bem os sentimentos da alma humana.
Tenho tanto a mania de sentir
que me extravio às vezes ao sair
das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro,este licor que bebo,
pertencem ao meu modo de existir,
e eu nunca sei como hei de concluir
as sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca,propriamente reparei,
se na verdade sinto o que sinto.Eu
serei tal qual pareço em mim? Serei
tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Obs:penso que deparei com o meu retrato.Como Fernando Pessoa retrata tão bem os sentimentos da alma humana.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Lembranças.(Autora :Graça Penna Guerra)

A volta para casa depois de uma viagem é sempre uma alegria, novidades mil. Agora encontrar uma irmã muito querida, depois de algum tempo por motivos que são próprios das vicissitudes da vida; é uma emoção sem igual,o calor de um abraço, duas vozes soam ao mesmo compasso de uma exclamação:Oh,minha irmã querida! Duas irmãs inseparáveis sempre. Vivem hoje distantes fisicamente, mas presentes em pensamentos; os corações e almas unidas. Parece que foi ontem a infância e adolescência de ambas. Uma diferença de cinco anos nunca as separou e agora maduras deixou de existir. A irmã mais nova quando a noite todos dormem, decide fazer uma homenagem a irmã. Não encontra dificuldades, pois já faz tempo, escolheu uma seleção das músicas que um dia ouviu quando criança e que embalavam a adolescência e os namoricos da irmã mais velha. O som logo traz as imagens de um passado tão bonito, como também de perdas recentes que vieram marcar a ferro e fogo as existências de ambas. As lembranças fluem: as "paquerinhas",os pretendentes tantos com suas peculiares formas de conquistar... eram mostrados dotes musicais com instrumentos ,vozes e até assoviavam músicas de manhã cedinho como um despertador. Como era bom morar em um casarão antigo com andar alto em que as janelas dos quartos tinham vistas para a rua. Assim sem pudor viamos secretamente quem era o autor de tamanha façanha, ser um despertador musical. E a irmã protetora que não deixava os mais afoitos aproximarem da irmã mais nova... As lembranças fazem com que as duas dêem boas risadas. E vão desfilando nomes e imagens dos bonitões... As músicas tomam o ambiente por inteiro. Um silêncio quase sagrado invade o coração da ambas. Tem um mesmo pensamento: a mãe que sempre esteve presente. Sabem que ela não estará mais ali ,esperando-as chegar a noite, não encontrarão a cama macia já pronta para o sono despreocupado das felizes e leves jovens; mediar com o pai rigoroso as horas que deveriam estar em casa e que ambientes poderiam frequentar.
Hoje as duas é que norteiam a vida do pai. De repente as duas caladas, fixam suas mentes em suas emoções. Sentem a presença dela, com seu físico frágil,mas forte no seu amor. Amor de uma mãe dedicada que ultrapassa todas as fronteiras,mundos, vida ,morte, impossível definir as emoções das irmãs ali, pensativas. As duas sentem que precisam dormir já é madrugada... Mas como sair dali, do enlevo mágico, daquela presença materializada que as abraça com força, numa intensa vigília com seu instinto materno, que vem se fazer presente, para suavizar a dor de sua ausência e da imensa saudade que deixou.
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