Tempo...tempo... Esse é o refrão atual de sua vida e realidade. E no pequeno espaço, que para a maioria de pessoas é virtual, para a sua vida sempre será real. Não escreve por talento ou por uma pretensa sabedoria, mas sim vontade de exercitar suas reflexões sobre pequenos acontecimentos. Na verdade estamos abandonando nossa escrita com o papel e a caneta. Vislumbramos duas óticas, uma silenciosa e muito pessoal, já a outra aberta para as quantas pessoas que passam pelo espaço, este que muito teimosamente se chama virtual, como não existisse alguém real, com sentimentos por trás daquele texto na tela do computador. Aqui é real,uma pessoa por demais humana com muitas imperfeições e inacabada como tantas por aí. É um sentimento bom ser assim. Deve ser horrível se sentir perfeita e não ter esperanças de se tornar melhor nessa caminhada. E inacabada que sou, bebo nessa fonte da generosidade das pessoas que visitam esse espaço. Sentir saudades e pensar nas pessoas que passam por aqui é uma realidade. Hoje mesmo, no meu café da manhã, lembrei-me da Regina uma pessoa especial que marcou sua presença aqui, com um primeiro recadinho afetuoso. Assim a ficha caiu. Recebia visitas no meu bloguito. Vieram outros generosos e gentis amigos. Mas onde andará Regina? Desejo que esteja bem.E para os que não esquecem facilmente os amigos, deixo o recado que vou viajar. Estarei longe desse espaço por alguns dias. Visitarei dois países que fazem parte de nossas raízes. Sempre adiei essa viagem,talvez por razões folclóricas . O receio de ser uma turista maltratada, onde se encontram fontes de nossas origens. Desejem-me uma boa viagem.
domingo, 10 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
A bisbilhoteira
As duas irmãs vivem momentos de intimidades em conversas sobre tantas vivências e emoções compartilhadas ao longo da caminhada que chamamos vida. Uma das irmãs vive um momento delicado com a saúde de alguém querido da família. A mais nova que já passou por perdas irreparáveis, sabe dessas dores e tenta confortar o que muitas vezes se tem a dimensão só quando as vivênciamos. Mas as duas não falam só de dores, existem momentos de amenidades, as banalidades inúteis que as vezes descontraem e trazem risos. E não é que chega uma daquelas pessoas que não se anunciam e certamente sorrateiras vem bisbilhotar a vida alheia. Engraçado a irmã que a viu umas duas vezes na vida recebe um abraço com exclamações de uma saudade sem limites e o elogio que parece uma garota. A outra irmã que a vê quase todos os dias recebe o cumprimento que está desfeita. Coitada também com tantos problemas. O olhar é de pena. E em um piscar de olhos pergunta para outra que é viúva:- Você já arranjou um homem? O melhor é fingir que não a escutou e emenda, vou ser avó de um menino. A visita inusitada faz declarações de amor e amizade para as duas ao se despedir em calorosos abraços. Assim que esta sai as duas soltam risos descontraídos. Como existem pessoas bisbilhoteiras, sem o bom senso necessário para confortar a dor alheia. E os abraços fingidos e sem pudor. Se não são sinceros pelo menos deveriam poupar o constrangimento dos que valorizam o abraço afetuoso e amigo.
sábado, 11 de setembro de 2010
Mistérios da personalidade
É corriqueiro dizer que o ser humano é único em suas caracteristicas individuais. Jamais encontraremos duas pessoas iguais em suas personalidades. Verdade. A mente humana é fantástica e existem tantos mistérios que as neuro ciências ainda não explicam. A curiosidade dela anda acesa. Vive a questionar os amigos sábios nesses assuntos da personalidade humana. Os questionamentos sem respostas:nas diversidades infinitas das personalidades humanas que se formam com a genética,ambiente e a certeza de algo único que nasce com a pessoa e que não é igual aos seus ancestrais e nem a interação do ambiente. De onde vem ou forma essa característica tão pessoal e individual ? A amiga sábia das ciências da mente humana responde: A ciência não tem uma explicação para esse diferencial humano peculiar. Somos ignorantes e arrogantes. E pensar que um dia sentiu -se poderosa e até com um certo controle de sua vida. Agora anda mais humilde e se tornou mais ainda questionadora. E esse vazio de onde vem essa característica única,completamente diversa do ser humano,mexe demais com a sua cabeça.É mesmo um salto no escuro quando tentamos uma resposta. Pensa no neto que vai chegar em breve. Que ele tenha a sorte de trazer em suas características únicas e pessoais qualidades, que na interação com a genética familiar e do seu ambiente seja um ser humano mais humano,que saiba amar,ser generoso e feliz.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Vivências
O mês de Setembro é tempo de primavera e excepcionalmente marcante para a vida de sua família. A filha querida, chegou prematura no primeiro dia desta bela estação. Agora essa menina apressadinha está gerando o neto. Que lindo é o sentimento de ser avó. Todas as fases da vida são ricas em vivências. Ela anda muito sensível e tem aberto a janela da sua memoria.Parece gostar de refazer com o olhar de hoje ,o que viveu ontem. A feliz infância, adolescencia de sonhos, a garota romântica, ousada, com um amor e pressa de viver a vida sem igual.Compara o que viveu, as vezes nem acredita, como pode ter sido tão lúcida em suas escolhas.Tudo intensamente sem medos. Talvez fosse o retrato da época tão carregada de sonhos,cultura e desejos de ser donos de nossas vidas. Ela tem clareza que sua geração foi bem mais feliz,com seus sonhos e descobertas entreabertas por seu desejo do novos horizontes. Na revisão das páginas escritas de sua vida existem sentimentos de alegria,nostalgia e saudades. Ela analisou as razões: recordar vivências, quando não se tem perdas de pessoas essenciais em nossas vidas nos rende a euforia e o prazer . Agora se temos perdas dessas pessoas parceiras insubstituiveis e até razões de nossas mais felizes vivências, descobre-se a certeza que existe o sentimento saudade na sua tradução do "nunca mais" que é um eterno vazio. Só nos resta a gratidão do privilégio de ter reconhecido a felicidade presente . As páginas foram escritas com amor e paixão e sempre serão assim. Amém.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A memoria
A memoria é uma caixa que se abre sem pedir licença,talvez um pequeno gesto ou um encontro com alguém importante. E foi assim que o tio mais querido abriu a preciosa caixa onde está parte de sua vida de criança rural. Já foi logo dizendo para o tio que queria visitar a casa de sua infância. O tio deu-lhe um abraço e um sábio conselho:-Minha filha, não vá visitar a fazenda onde vivemos tantas alegrias. A casa não existe mais. Deram fim até nas pedras. Quando passei por lá, procurei algo que concretamente pertenceu aquela casa, e nada. Sentei no chão e chorei. Ela muito teimosa,ficou em dúvidas se realmente valia a pena ir ver a decadência, o descaso de quem deveria ter cuidado da preciosa herança. Esquisito como a vida prega peças, as pessoas que amavam e preservariam aquele patrimônio não tiveram essa oportunidade. Quem recebeu de mão beijada aquele tesouro,não pediu licença na hora de mandar aquela bela casa para lojas de peças de demolição. Ela resolve por enquanto seguir o conselho do tio mais querido. Sabe que vai mudar de ideia, ainda irá ver a terra arrasada, o que realmente restou do paraíso. Quem sabe encontra pelo menos uma daquelas jaboticabeiras ou algum pé de manga que ficava a beira do corrego. Será que resistiram. Ela fecha os olhos e parece ver um filme de um tempo muito feliz...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Hiroshima
A menina estudante sempre gostou de História do Brasil e também da História de outros povos. Sempre lia muito. A Segunda Guerra Mundial era um tema que a interessava. Nunca entendeu essa guerra como não entende todas as guerras que estão aí no mundo. Parece que o homem não sabe viver a paz. Vivemos um mundo em que se comemora o fim da Segunda Guerra, mas esquecem das outras guerras do presente, onde as populações civis são mortas em bombardeios. A menina cresceu e a vida lhe deu prêmios,entre tantos uma visita ao Japão. Hoje ao lembrar um dos dias mais tristes da humanidade, 65 anos em que Hiroshima foi arrasada de uma forma cruel por uma bomba, a lembrança dessa linda e comovente cidade volta a sua memória. Parece que foi ontem, que o jovem casal pegou o trem em Tóquio e seguiu para Hiroshima. Pela janela,aconchegada ao peito de seu companheiro, olhava a linda paisagem de grandes plantações de arroz nas planícies. A chegada a Hiroshima causou-lhe sentimentos surpreendentes: uma linda cidade reconstruída. Um prédio semi-destruído chamou-lhe a atenção, uma lembrança ou advertência para que nunca mais se cometesse tamanha barbaridade. No Memorial Museu, as atrocidades causadas pelo gesto desumano de uma bomba atómica, estão vivas como uma realidade crua, chocante. Os visitantes em um silêncio respeitoso choravam ao ver seres humanos transformados em bolas de fogo.Uma destruição sem palavras para descrevê-las, mas sim as imagens mostram o horror das bombas e das guerras. Hiroshima a fez ajoelhar como estivesse diante de um altar,em silêncio uma prece, como fosse possível pedir perdão aquele povo inocente por tamanha crueldade. Pensativa sentiu asco de ser da mesma especíe dos desumanos que não respeitam a vida. Minha amada Hiroshima, com a sua energia e fortaleza continue a ser uma brava mensageira da PAZ.
sábado, 24 de julho de 2010
A violência
As vezes existem momentos que temos necessidade de submergir de tudo que nos angustia. Em uma sociedade tresloucada, que nos é mostrada pela mídia,jornais e Internet, essa em tempo real mostra as situações mais escabrosas . A violência contra a mulher é um fato a se refletir. Angustia que não é só dela, o filho em sua preocupação exclama: Mãe é preciso se ter cuidado com a violência contra a mulher. Que triste! Será que devo ter filhos? A mãe tranquiliza o filho com o argumento que existe o lado bom da vida,as pessoas da paz e do amor. Mas ao mesmo tempo fica divagando toda essa questão que envolve a violência contra a mulher. Na verdade reflete a educação que os homens recebem das próprias mulheres suas mães,uma educação machista onde o homem deve ter liberdade em tudo. É comum mães que sentem-se privilegiadas por ter filhos homens e se tem dos dois sexos, os educam de forma diferente, meninos podem tudo e meninas tem que ser reprimidas e contidas em algumas situações. O mundo evoluiu as mulheres conquistaram seu espaço no mundo do trabalho, tornaram- se donas de seu corpo e de sua vida. E aí, as mulheres pagam um preço, que muitas vezes é sua própria vida. O que se nota é que em todas as esferas da sociedade ,seja a família,escola,Justiça (que não pune quem pratica a violência e nem protege as mulheres ameaçadas que por fim perdem suas vidas) existe um ranço que o homem deve ser livre e a mulher submissa. As vítimas que sofrem violência quase sempre se tornam culpadas. O que espanta é a disparidade da comparação entre a violência sofrida pelas mulheres sejam adultas ou crianças,e os do sexo masculino. A violência contra o sexo feminino é infinitamente superior ao do sexo masculino. É para se perguntar onde está a responsabilidade de pais,da sociedade que educa e que forma personalidades tão distantes da realidade. A mulher deve ser respeitada nos seus direitos de igualdade com o homem, direitos que conquistou com sua luta, trabalho e inteligência .Que a Lei MARIA DA PENHA seja cumprida, para que as mulheres não percam suas vidas, pela agressividade e vaidade machista de seus companheiros. Que dádiva para a sociedade ,se as mulheres e os homens fossem iguais em direitos e deveres. Amém.
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