Dizem que a reflexão acalma a inquietação e, é o que anda fazendo em uma busca dos por quês. Quem sabe a resposta chegue para acalma-la ou talvez nunca a encontre. Só sabe dizer que esta inquietação é cíclica . Faz parte da sua personalidade ser assim. O que a desencandeia as vezes pode ser algo por demais banal ou um grande acontecimento que por coincidência agora, está nos preparativos da cerimonia de casamento de seu filhote, um grande acontecimento para uma mãe que vai ter o privilégio de entrar com o filho na Igreja. Essa é a minha personalidade, o meu jeito de ser , a minha sinceridade , a minha breguice coruja de mãe e a mulher que sou. Tenho o meu olhar próprio para o mundo, o meu humanismo, minha filosofia de vida , visões do mundo que são construídas ao longo dessa caminhada de um viver. Essas inquietações costumam ser um amadurecimento de ideias a busca quem sabe de novos rumos em nossas vidas. É nesses momentos que reiventamos nossas vidas , que ganhamos sabedoria e o equilíbrio para viver as horas certas e também incertas pois nunca temos certezas de nada. Penso que ao refletir sempre aprendemos algo. A vida é uma eterna aprendizagem, ao pensar nossas inquietações surgem muitas luzes no horizonte com novos rumos. Espero sempre rumos melhores. A vida é feita de desafios...
domingo, 30 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Cora Coralina (poema inédito)
que levanta suas plumas azuis,
varando o espaço em busca da luz,
de claridades!"
varando o espaço em busca da luz,
de claridades!"
Cora Coralina - 120 anos de seu nascimento
Anna Lins Guimarães nasceu em 1889 na cidade de Goiás Velho e morreu em 1985. "Ela aprendeu lendo,observando, conversando com as pessoas", conta sua filha a escritora Vicência Bretas Tahan. A pouca instrução formal não impediu Cora de desenvolver o talento como conferecista, escritora, declamadora e jornalista. Passou a assinar Cora Coralina para se diferenciar de muitas Anas que homenageavam a padroeira da região. Aos 21 anos, apaixonou-se pelo advogado e jornalista Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas. Cantídio era mais velho, separado e pai de uma filha ilegítima com uma índia, um relacionamento polêmico para a época. Aos 22 anos Cora Coralina partiu com ele para o interior de São Paulo, levando a filha índia. Teve cinco filhos. Deixou de escrever por causa dos ciúmes do marido. Cora despontou como ambientalista, que arborizou a cidade com mudas de árvores. Em 1929, mudou-se para São Paulo. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 militou como enfermeira. Dois anos depois, Cora ficou viúva e precisou lutar para a sobrevivência. Montou uma pensão e foi vendedora de livros de porta em porta. Foi comerciante de tecidos e sitiante que lutava pelos lavradores. Esse senso social lhe rendeu um convite para concorrer como vereadora em Andradina. Ela não ganhou, mas ter participado de eleições foi uma grande vitória feminina para a época . Depos de 45 anos , Cora volta para sua terra, aos 67 anos, e nasceu a doceira, para poder comprar de volta a Casa Velha da Ponte, onde viveu na infância. No imóvel funciona o museu Casa de Cora Coralina. Foi nessa casa que Cora Coralina iniciou os registros do primeiro livro, publicado aos 75 anos. Na verdade Cora Coralina começou a escrever aos 14 anos , apesar das barreiras por ser mulher.
Cora Coralina uma mulher extraordinária, não precisava ter escrito nenhum poema para ser um símbolo feminino de luta, altivez e dignidade. Uma belíssima biografia !
sábado, 22 de agosto de 2009
Essas tradições...

Tenho vontade de não pensar e muito menos escrever sobre determinados assuntos. Mas para parar de pensar é melhor escrever sobre o assunto que vem martelando minha cabeça. Olho do lado direito da tela de meu computador e vejo uma manchete: "Cunhada de diretor estreia em novela..." Sim parece que não tem importância mas, tem tudo haver com o que acontece no Brasil, a tradição do nepotismo que está arraigado em todas esferas públicas e privadas. Divertido isso: pai, mãe, filho de ator, atriz ou diretor tem emprego garantido. Agora talento, que é bom poucos convencem. Estão lá nas novelas, seriados, jornais e o que mais tiver. E na política que mais nos incomoda, o nepotismo é como uma praga. A família toda tem emprego de filhos a primos uma verdadeira casta. E nos cargos políticos aí a situação é deplorável pois, os feudos passam de gerações a gerações. Agora mesmo o Senado Federal vive mais uma crise e esse" Fora Sarney", já ouvimos também com outros nomes como " Fora Collor", "Fora Renan", e um não muito longe escândalo do Painel violado (se é que não foi fraudado em votações, será que ninguém pensou nessa hipótese?). Um dos violadores é hoje Governador. O que acontece, com esses ilustres senhores, nada. As leis são capengas permitem que renunciem e voltem a se candidatar ou cumprem oito anos e voltam fagueiros e mais animados a nos afrontar. Penso que culpar os eleitores que votam nesses sem ética, seria uma injustiça. O cerne da questão está nos Partidos Políticos que formam chapas com pessoas de condutas desonestas, verdadeiras escórias de nossa sociedade. Os Partidos são também feudos de umas poucas famílias e não tem espaço para novas lideranças. E quem deveria fiscalizar esses partidos para que tivessem o cuidado de não nos apresentar pessoas com condutas sem ética e praticar a democracia não faz nada. Interessante temos Justiça eleitoral que nos obriga a votar e as vezes com dificuldade para escolher um candidato com o perfil de honestidade e comprometimento com o país como desejamos. Será que essa mesma Justiça não deveria ter Leis para moralizar os Partidos Políticos? Imaginar que faremos uma limpeza no Senado e Câmara com o voto é ingenuidade e "Fora Sarney" é outra bobagem, quem o elegeu Presidente do Senado são seus pares que são tão culpados quanto ele . Quantos participavam e participam das benesses? Ali, será que tem alguém que se salva? Na verdade a única forma que pode nos socorrer (precisamos ser socorridos!)é pressionar para Leis que não permitam que se candidatem cidadãos com problemas de condutas e sem ética, que antes de candidatarem passem por um crivo da Justiça e um sonho acabe o nepotismo de cargos políticos. Pai político, que o filho não possa se candidatar enquanto o pai não sair da vida política. Nosso País não merece viver o tempo das Capitanias Hereditárias até hoje. Continuo a sonhar...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Silêncio
Em uma entrevista foi feita a seguinte pergunta para José Miguel Wisnik :qual é o futuro da intelectualidade no mundo virtual hoje? Depois de um silêncio reflexivo :" O lugar do intelectual se dissolveu no conjunto de uma sociedade descentrada, em que a informação se multiplica continuamente. O pensamento é uma espécie de parada que você dá para questionar tudo, mas vivemos num mundo que não faz paradas. Vivemos a instantaneidade em processo, em uma aceleração que não dá espaço para a pausa. O pensamento depende dessa parada".
José Miguel Winisk um intelectual dos mais brilhantes: pós-doutor em literatura, cantor, escritor,compositor e uma infinidade de atividades como palestras em seminários sobre literatura e música.
José Miguel Winisk um intelectual dos mais brilhantes: pós-doutor em literatura, cantor, escritor,compositor e uma infinidade de atividades como palestras em seminários sobre literatura e música.
Poema de Cecília Meireles

Não tem mais lar o que mora em tudo.
Não há mais dádivas
Para o que não tem mãos.
Não há mundos nem caminhos
Para o que é maior que os caminhos
E os mundos.
Não há mais nada além de ti.
Porque te dispersaste...
Circulas em todas as vidas
Pairas sobre todas as coisas
E todos te sentem
Sentem-te como a si mesmos
E não sabem falar de ti.
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