Hoje ela acordou cantarolando a música Wind of change da banda Scorpions. Interessante que é como uma mola que salta do baú de sua memória. É um repassar a vida que em determinadas fases foi varrida pelo vento da mudança. Aos 6 anos deixa de ser uma criança rural para ser uma criança urbana. Protegida pela irmã mais velha já adolescente vive as novidades da vida da cidade. Encontra pessoas decisivas em sua formação,um vizinho professor aposentado o Sr. Raimundo que se sentia feliz em ensinar os deveres escolares para os filhos dos amigos. Ela cedo tomou gosto pelas leituras dos jornais. A sua professora primária, uma jovem maravilhosa que até hoje continua se dedicando a educação com o mesmo amor e idealismo. Aos 15 anos o vento da mudança volta como um furacão,encontra alguém que vira sua vida de ponta cabeça. O amor apaixonado chega com força provocando mudanças, construção de projetos de vida. Não esperou terminar o ensino médio, quando-se deu conta estava casada. A vida só lhe dava prêmios: tornou-se mãe,uma das experiências mais belas para uma mulher. Sentiu-se poderosa, era capaz de cuidar com o amor maior e ser responsável por alguém. Vidas entrelaçadas para sempre. E a vida continuava...Até que aquele vento de mudança chegou para derrubar uma construção de vida, tijolo por tijolo. Tudo balançava como se não fossem sobrar nada daquela construção feita com tanto amor. Mas o que o amor torna sólido não desmancha. O vento da mudança foi tão forte que levou seu companheiro como se este tivesse asas. Ele foi embora para sempre. Ela ficou ali ao sabor do vento como uma árvore a balançar, mas as raízes fortes e profundas não a deixaram ser arrastada. Vento da mudança mesmo e que mudança radical. Ela tem fé na vida e no amor. Tem tesouros. Reinventou a vida. A vida tem fases. Ela segue cantarolando Wind of change(vento da mudança)...sábado, 10 de abril de 2010
Vento da mudança
Hoje ela acordou cantarolando a música Wind of change da banda Scorpions. Interessante que é como uma mola que salta do baú de sua memória. É um repassar a vida que em determinadas fases foi varrida pelo vento da mudança. Aos 6 anos deixa de ser uma criança rural para ser uma criança urbana. Protegida pela irmã mais velha já adolescente vive as novidades da vida da cidade. Encontra pessoas decisivas em sua formação,um vizinho professor aposentado o Sr. Raimundo que se sentia feliz em ensinar os deveres escolares para os filhos dos amigos. Ela cedo tomou gosto pelas leituras dos jornais. A sua professora primária, uma jovem maravilhosa que até hoje continua se dedicando a educação com o mesmo amor e idealismo. Aos 15 anos o vento da mudança volta como um furacão,encontra alguém que vira sua vida de ponta cabeça. O amor apaixonado chega com força provocando mudanças, construção de projetos de vida. Não esperou terminar o ensino médio, quando-se deu conta estava casada. A vida só lhe dava prêmios: tornou-se mãe,uma das experiências mais belas para uma mulher. Sentiu-se poderosa, era capaz de cuidar com o amor maior e ser responsável por alguém. Vidas entrelaçadas para sempre. E a vida continuava...Até que aquele vento de mudança chegou para derrubar uma construção de vida, tijolo por tijolo. Tudo balançava como se não fossem sobrar nada daquela construção feita com tanto amor. Mas o que o amor torna sólido não desmancha. O vento da mudança foi tão forte que levou seu companheiro como se este tivesse asas. Ele foi embora para sempre. Ela ficou ali ao sabor do vento como uma árvore a balançar, mas as raízes fortes e profundas não a deixaram ser arrastada. Vento da mudança mesmo e que mudança radical. Ela tem fé na vida e no amor. Tem tesouros. Reinventou a vida. A vida tem fases. Ela segue cantarolando Wind of change(vento da mudança)...quarta-feira, 7 de abril de 2010
A religião

Existe um momento na vida em que as pessoas desejam fazer renascer tantas e tantas vivências esquecidas no baú da memória. Aquelas brincadeiras inocentes de criança,subir em árvores,nadar em rios,cachoeiras. E a adolescência no riso aberto por tudo, a música que enche o ambiente e faz dançar, os namoros carregados de sonhos e paixões. Parece um paraíso eterno sem o pecado que faz culpado quem se entusiasma e tem paixão de viver.Ela pensa que não dá para procurar esperanças em templos. A esperança está em cada um que a cultua, no seu interior. Todas manhãs quando se levanta com alegria, espanta a desesperança. As vezes ela se pergunta qual religião seguir? A que seus pais a ensinou? E a fé nos deuses onde anda?Ela não sabe. A única certeza é de sua fé na vida e no amor. Não frequenta mais templos, não acredita em certos discursos vazios. Ela é assim esquisita,mas gosta de São Francisco e do Divino Espírito Santo. Tem um coração solidário. Preocupa com o bem estar dos outros. Se precisam dela para aliviar aflições, está sempre presente. A religião dela se existisse, seria ecumênica,sem dogmas, preconceitos onde todos teriam fé no amor e na vida.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A cidade
Ela olha da sua janela a cidade no seu silêncio, como se fosse uma cidade adormecida. Nos dias calmos a cidade fica melhor, mais aconchegante com seus encantos visíveis,seu trânsito mais humano. Uma cidade que já teve seus belos horizontes abertos para todos que a amam.Hoje mesmo do alto de um prédio existem dificuldades de ver o belo horizonte que generosamente lhe deu o nome. Olha para baixo e vê duas casas sendo demolidas. Os homens com suas mãos quase prazeirosamente jogam as telhas ao chão. Ela com uma certa tristeza e curiosidade vê as casas muito bem construídas e sólidas serem demolidas. Quantas histórias e segredos de vivências guardadas em suas paredes. Ela perdeu a conta das demolições que viu da sua janela nos últimos tempos, como incontáveis prédios erguidos em um piscar de olhos. A cidade verticaliza de forma absurda e descontrolada. A população que ama essa cidade tem dificuldade de ver seu belo horizonte. A serra do Curral que ainda tenta -se acreditar ser um cartão postal existe só em seu lado vísivel, o outro lado só crateras. Uma triste herança das mineradoras. Ela olha o que resta das casas demolidas e sente pesar pela cidade, pelas novas gerações, pela história da arquitetura que está sendo apagada. Um dia não encontrarão explicação para a origem do nome da cidade de Belo Horizonte. Será que repetirá a profecia de Carlos Drummond de Andrade para certas cidades mineiras ''de ser apenas um retrato na parede''.segunda-feira, 29 de março de 2010
A fé na Justiça

Ela como todos brasileiros que se comovem com barbaridades cometidas com crianças, acompanhou o julgamento do caso Isabella Nardoni,asfixiada e jogada pela janela,pelo pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá. O homicídio que faz dois anos chocou o país pela crueldade de quem deveria proteger a vida e amar aquela menininha indefesa. As pessoas que acompanharam o brutal assassinato não duvidavam da culpa dos dois criminosos. As suas atitudes no momento em que a menina agonizava caída no jardim não condiziam com pais aflitos, que normalmente ficariam chocados diante da tragedia. Como também as imagens de suas friezas nas TVs, em dias sub-sequentes em depoimentos na Delegacia e lanchonetes. Só as pessoas de má fé acreditariam na inocência desses dois monstros. Felizmente a justiça foi feita.Um feito que honra a Justiça brasileira que mostra o seu rosto de credibilidade,seriedade, idealismo em busca da verdade e punição para um crime hediondo. Quantas pessoas se perguntaram se haveria justiça para esse caso brutal. A Justiça brasileira mostrou que nada está perdido,que tem uma parte honesta comprometida com os mais nobres valores. As equipes de policiais, peritos criminais e do Ministério Público foram incansáveis e impecáveis em busca de provas contundentes para se chegar a verdade dos fatos. E que ótimo para nosso país conhecer e sentir admiração por pessoas como a perita Rosangela Monteiro (30 anos de trabalho,poderia estar acomodada...),a Delegada Renata Helena (jovem e competente),a Equipe de Médicos legistas de uma precisão extrema em seus laudos. O Juiz Maurício Frossen que emocionou por sua clareza ao ser absolutamente justo ao conduzir esse julgamento em que deu ampla oportunidade de defesa aos réus, mas também soube traduzir a justiça. O destaque especial ao brilhante promotor Francisco Cembranelli, que tornou-se simbolicamente, o rosto da verdadeira justiça para os brasileiros. É de se ressaltar também que todas essas pessoas que trabalharam incansavelmente em busca de provas para restabelecer a verdade e se fazer justiça não recebem um centavo a mais além do seu salário mensal ao contrário de equipes da defesa dos réus que recebem normalmente fortunas. Que o caso Nardoni sirva de exemplo para todas as investigações que envolvam crimes contra a vida e que seja pedagógico para inibir violências contra as crianças brasileiras. As esperanças ressurgem nos corações dos brasileiros que acreditam que novos ventos chegam para arejar a Justiça do Brasil.
domingo, 14 de março de 2010
Museu dos metais
Ela caminha na praça da Liberdade, faz bem a alma, ao coração e aos olhos, afinal é um belo cartão postal dessa cidade das montanhas. As árvores frondosas, as belas palmeiras imperiais, as fontes e as obras de arte que fazem moldura para com seus belos prédios. Mas ultimamente ela teme pelo destino dessa praça que foi o coração político das Gerais e agora a transformam em praça cultural. Quem dera de fato se transforme em coração cultural da nossa terra. Os olhos correm pelos prédios e se detém no belo prédio onde funcionava a Secretária de Educação de Minas Gerais, está lá bem no alto o seu emblema, imponente a lembrar que um dia a Educação de Minas Gerais primava pela qualidade de melhor do Brasil. Agora não sabe a quantas andas pois, o país inteiro sofre do mal de pessíma Educação, salvam-se as Universidades Federais. Repara o prédio rosa, está sendo restaurado pelas mesmas mineradoras que esburacam Minas Gerais. Ah,que ironia escolheram o prédio da Secretária da Educação para ser o museu dos metais.Uma pena a história da Educação daria um belo museu, quantas páginas sobre a conquista do saber. Quanta insensibilidade, dos mineiros, seus governantes e essas esburacadoras de nossas montanhas. Esquisito, já existia o museu de mineralogia Dijalma Guimarães no ''prédio rainha da sucata"também na praça. Certamente era muito humilde para contar a saga da destruição das montanhas das Minas Gerais. Ah, educação não se deve rever seu passado glorioso, pode disseminar saudade e quem sabe cobranças, lutas para seu renascimento. Vamos falar de metais e pedras preciosas retiradas das entranhas das Gerais. Afinal vamos lembrar os picos destruídos e rios que secaram ou viraram lama para lavar minérios. Salve, o museu dos metais no belo prédio da Secretária de Educação.domingo, 7 de março de 2010
Cerejeiras em Flor

O filme Hanami- Cerejeiras em flor, faz com que ela volte ao passado ainda recente, que lhe traz saudades pelas semelhanças com sua vida. Só que sua vida não tinha desejos adiados. O casal nunca trocou o essencial pelo banal. Companheiros no amor,na paixão pela vida,projetos de vida realizados e dois filhos maravilhosos, mais uma razão para sentirem realizados nos seus maiores sonhos. Eles sabiam exatamente o tempo que ainda estariam juntos. Os filhos jovens juntos no amor e solidariedade. A filha toda emoção acreditava em milagres ,o filho só razão tinha certeza do desfecho. A primeira providência foi batalhar um tratamento que trouxesse qualidade de vida. Tomaram decisões em conjunto. Conseguiram o objetivo. Depois viver a vida naturalmente como sempre curtindo momentos com os filhos, amigos e os momentos a dois. Fizeram um belo balanço de suas vidas. Ela cantou para ele a eterna música : Carinhoso. Ela recebeu a declaração de amor definitiva. Ele disse com clareza: que estava passando toda sua energia para ela. De repente ela viu a sutil beleza da morte. O depois é cruel para os que ficaram. Ela buscou conforto nos fragmentos daquele grande amor, dos momentos bem vividos juntos, sempre consciente que a vida havia lhe premiado com a sabedoria de ter reconhecido e valorizado a felicidade presente, desde que os dois se encontraram num daqueles instantes iluminados e inexplicáveis. Ela está aí na vida, com energia, paz e sonhos. Aprendeu a conciliar morte e eternidade,saudade e ternura, ausência e presença. A saudade é doce. Ela conquistou a serenidade.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Mãe eterna

A filha telefona aflita para a mãe, para que procure um documento importante que não encontra em sua casa. Na verdade ainda não levou parte de sua papelada em sua mudança. A mãe foi eleita guardiã de tantas coisas. Já estava descansando em sua cama, tem preguiça de levantar para atender o pedido da filha, mas no segundo telefonema ouve a voz aflita. Não resiste, pula da cama e se propõe a procurar o bendito papel. Mas nada do papel ,olha o relógio, vê o adiantado das horas,resolve parar de procurar e tomar outro banho. Apesar do frio transpirou demais. Só resta dormir. Quem sabe amanhã... E chega o amanhã, acorda e o corpo não quer se levantar, tem aula de pilates, não pode faltar sua disciplina não permite. Apronta depressa e vai descendo a rua, pensa em sua mãe que era por demais doce e generosa. Engraçado sua mãe vem em seus pensamentos em momentos até certo ponto inusitados. Ela adora a aula de pilates como sempre. Nem acredita que a aula já está no final, deita para o relaxamento. A trilha musical a comove e novamente a mãe vem em seus pensamentos. A mãe que foi morar na cidade com as filhas para que estudassem. Nunca ouviu uma queixa sobre as dificuldades de se adaptar na cidade. Afinal deixou a fazenda onde nasceu e sempre viveu. E o marido só podia vê-las nos fins de semana. Em sua cabeça passa um filme com cenas de ontem em que junto as suas irmãs também protagonistas de uma vida. Há muito tempo se convenceu que ser mãe é estar 24 horas ligada em uma tomada de energia para tentar desempenhar bem seu papel. Agora concluiu que mãe também é eterna. Na verdade sua mãe está ausente materialmente dessa vida, só que continua por demais presente e não é que transformou- se em uma fonte que alimenta e fortalece sua filha para que ela se torne uma melhor mãe. Despede-se e volta para casa pensativa. E continua a procurar o tal documento. Até que desiste de procurar o dito cujo, se convence que não vai encontrá-lo nesta casa. A sua filha chega sem graça e diz que o "famoso desaparecido", estava em uma pasta branca em sua casa. Olha para a filha...A mãe tem fama de ser mágica para encontrar tudo que está perdido... Agora manda as favas essa fama. De agora em diante cada um que cuide de sua papelada.
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