quarta-feira, 15 de julho de 2009

Isto (Autor Fernando Pessoa)


Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda
É como um terraço
Sobre outra coisa ainda
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

domingo, 12 de julho de 2009

Saber viver...

Os entendidos sobre o comportamento humano dizem que é preciso saber viver.Para mim não existem receitas mas, tem algumas regras básicas para quem lida com o público que deveriam ser uma filosofia de vida. Temos que estar antenados para não nos tornar desagradáveis. O dia está lindo com mil promessas...daí que começa a se preparar: abre o armário escolhe que roupa vai vestir, separa a maquiagem, ao olhar no espelho vê que precisa dar uma escovada no cabelo, as unhas tem que dar uma ajeitada também, afinal por uma bobagem, colocou creme nos pés e usou um plástico colorido - a pele absorveu o creme impregnado de tinta- esfoliante nenhum fez o milagre de retirar a tinta. Pegou o telefone e ligou para o Salão de beleza, queria ser atendida com certa urgência não poderia perder tempo. Prontamente atendida, pediu que duas manicures cuidassem dos pés e mãos, (queria ganhar tempo) a cabelereira poderia ser uma que tivesse possibilidades de encaixá-la para sair o mais rápido possível. Foi voando para o salão, lavou os cabelos, as manicures ótimas, discretas, dão conta do trabalho e gradecem. Aí chega -se ao calvário para ser atendida pela cabelereira. Essa fica a conversar com duas clientes que estão na sua frente. Quando se pensa que o serviço dela terminou com as clientes, está ela lá dando retoques nos cabelos e a conversar. Que vontade de levantar e ir embora; não pode hoje é um dia especial. Até que enfim a feliz se aproxima para atendê-la. Só que imaginava que o arsenal de assuntos trágicos tivesse um ponto final com as clientes que foram embora. Mas nada foi logo desfilando as confidências das duas distintas e elegantes senhoras que haviam feito os cabelos naquela hora...filhos drogados, sofrimentos de mães, falências, crimes, todas as trágicas passagens conhecidas das infelizes clientes foram desfilando, parecia uma apresentadora de programa de tragedias humanas. A cliente já com a cabeça quente e sem paciência, a ponto de levantar da cadeira. E o cabelo parece que ficou esquecido... coloca um produto, outro... Quando a ilustre faz questão de mostrar o trabalho, que vontade de chorar, o cabelo estava duro como se colado fio por fio um no outro. Agradece diz que gostou, vai para o caixa, acerta a conta e sai correndo. Chega em casa, olha-se no espelho, pensa como fazer para melhorar aquele cabelo e sua cabeça de tanto ouvir tragedias. E a tarde merece algo especial, tem que resolver o emaranhado do cabelo...que desse jeito não tem como ser agradável de se passar as mãos. Com urgencia pega um pente e vai desfazendo aquela coisa horrível. Até que consegue, toma um chá refrescante para melhorar a cabeça. Apronta-se com gosto e pensa bem é preciso mesmo saber viver. Agora essa feliz profissional não a pega mais sentadinha em sua cadeira. É preciso ter bom senso: o sorriso, assuntos agradáveis, discrição são relaxantes, uma filosofia de vida para todos nós que temos contato com pessoas.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A beleza do cotidiano.

As belas manhãs de sol em um inverno que parece primavera, nos fazem felizes. Vamos passear pai e filha. Só que a filha hoje, inverte os papeis pois, é ela que cuida para o pai não tropeçar. Os dois reparam nas flores dos Ipês, nas árvores frondosas...vão seguindo reparando todos detalhes. Que privilégio morar perto de um colégio com tantos jovens bonitos, andando em grupinhos como sempre, com as eternas brincadeiras um com o outro. Que fascinio! Penso que isso nunca mudará, desde minha época de jovem estudante é assim. Recordações chegam a mil...Como era bom chegar bem antes das aulas encontrar a turma, paquerar... é, isso mesmo ver os bonitões charmosos da hora. Tem algumas peculiaridades nos jovens que parecem sempre iguais, transcendem gerações. Aliás parece que é uma característica de estudantes, fiz faculdade já casada e andava em turmas, tinhamos as famosas brincadeiras. É uma bela época da nossa vida. Estudante não tem idade. Seguimos nosso passeio e vejo com prazer os grupinhos sentados, espalhados pela calçada. Adoro vê-los, conversar também ouvir as suas opiniões sobre vários assuntos de suas vidas, nosso país e por aí...Reparo também que alguns matam aulas para namorar. Passamos e vejo o casal, a menina e o menino no maior "love", não resisto e brinco: matando aula para namorar. Eles felizes, sorriem para mim. Adiante vejo um casal de meninas aconchegadinhas de mãos entrelaçadas...soltam as mãos rápido e se separam um pouco. Respeito a discrição delas e não tenho coragem de brincar ... finjo que não vi nada. Que bom que os preconceitos estão caindo e os jovens tem liberdade de escolhas e de experimentações. Afinal o amor é lindo! Um grande avanço, em minha época era crucificada por ser um pouco avançadinha nas minhas paixões.E não podia beijar andar ou dançar coladinha. Como sempre fui despreocupada com a opinião alheia, os moralistas e mal-amados morriam de pregar moralismo. Era pura inveja de pessoas com a cabeça cheia de teias de aranhas e incapazes de manifestações amorosas. Até hoje não os perdoei. Por sinal seria capaz de escrever um tratado do perfil psicológico desses infelizes. Ah,que mulher rancorosa !

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ela desaprendeu...

Um dia a garota jogava charme
E via logo quem estava a tentar paquerá-la
Essa garota virou uma mulher
Como uma mágica encontrou o homem
o seu amor definitivo.
Não teve olhos para mais ninguém,
fazia questão de não entender nem
as "diretas" que recebia.
Seu amor foi embora para ser um astro
talvez um chamado de Deus...
Ela ficou com uma saudade imensa.
Hoje,é uma mulher que desaprendeu a jogar charme
ou melhor joga charme na inocência.
Quando a paqueram ela não entende
a filha jovem é que alerta.
Ela recebeu uma sugestão para colocar
um pircing no umbigo, pois ouviu tem
corpo bonito.
Entendeu como um galanteio brincalhão
normal.
Surpreendemente, recebeu uma caixinha
que a fisioterapeuta entregou a pedido
de alguém.
Enquanto faz exercícios físicos
pede a fisioterapeuta que abra a caixinha,
esta surpresa com o que vê,mostra uma pérola.
Ela sorri no susto e diz para a moça
que a olha com um sorriso de cumplicidade.
Deve ser que ele me acha simpática. Sou diciplinada.
A moça sorri espantada...e a filha:sei, não gosto nada disso.
Parece que ela desaprendeu mesmo...

sábado, 4 de julho de 2009

Selo da Amizade


Selo da Amizade que tive a honra de receber de minha amiga Regina em seu blog.
Fico grata e feliz com esse selo de uma amizade. Amizade esta que espero corresponder sempre.

O Guardador de Rebanhos (Autor: Fernando Pessoa).


Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Por que me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se vento.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Meus Recadinhos...

A gente se apaixona pelas
diferenças do outro.
Se fico igual, a você
o encanto se perde.
Concorda comigo?

Existe um mito de que
o amor verdadeiro
só acontece de maneira natural
Pura bobagem. É possível construir
intimidade e fortalecer uma
história de amor com as
atitudes certas...