sábado, 27 de junho de 2009

HEAL THE WORD (AUTOR :MICHAEL JACKSON) VERSÃO: NANDO

Deve haver lugar
Dentro do seu coração
Onde a paz
Brilhe mais que uma lembrança!
Sem a luz, que ela traz
Já nem se consegue mais
Encontrar
O caminho da esperança
Sinta, chega o tempo
De enxugar o pranto dos homens
Se fazendo irmão
Estendendo a mão
Só o amor
Muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Se você for capaz
De soltar a sua voz
Pelo ar
Como prece de criança
Deve então começar
Outros vão te acompanhar
E cantar
Com harmonia e esperança
Deixe que esse canto
Lave o pranto do mundo!
Pra trazer perdão
E dividir o pão

Obs: A mídia é muito cruel com os ídolos.As suas doenças são consideradas esquizitices.
Vemos agora um mito renascer depois da morte. Tanta genialidade como sofrimentos. Para refletir...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Infância aviltada.


Gostariamos de escrever temas leves, sobre sonhos que dão sentido a nossa vida. Mas sempre existe uma conspiração contra esses nossos desejos. Uma manchete de jornal deixou-me indignada, vejam:" STF LIBERA ACUSADOS DE FAZER SEXO COM MENOR". O Superior Tribunal de Justiça (STF) decidiu que o fato de dois homens do Mato Grosso do Sul, terem contratado serviços sexuais de três adolescentes garotas de programa não pode ser considerado crime. Olhem o absurdo das palavras e argumentos; considerar as menores que tem respectivamente idades de 12 anos e 13 anos, chamá-las claramente de prostitutas reconhecidas. O Tribunal do Mato Grosso do Sul cometeu essa barbaridade e o Superior Tribunal de Justiça Federal ratificou. Segundo um ilustre relator do processo quem deve ser punido não é quem contratou os serviços das adolescentes(12anos e 13anos) mas o corruptor ou seja quem as iniciou na prostituição ou para sermos claros quem continua as violentando não são culpados. Esses Exelentissimos Senhores Juízes ainda levantam a possibilidade dessas prostitutas (crianças), tenham atraído os dois homens para "relação sexual e que as prostitutas esperam os clientes na rua e já não são mais pessoas que gozam de uma boa imagem pela sociedade". Esses montros que levaram as adolescentes ao motel, receberam uma condenação no crime previsto no artigo 241-B Do ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (que é aquele que considera crime a pornográfia infantil, que contenha registros de sexo explícito, em fotos, vídeos, envolvendo crianças e adolescentes), por eles terem fotografado as adolescentes sem roupa. Resultado uma punição das mais brandas para quem cometeu crimes hediondos(é a visão de quem ainda pertence a espécie humana). Agora que acontecem fatos intrigantes em relação ao Mato Grosso do Sul e a questão Justiça, deixa-me perplexa. Faço uma ressalva ao Ministério Público do Mato Grosso do Sul que recorreu "que a alegação de que o fato de as vítimas menores serem prostitutas não torna lícita a prática de exploração sexual". Argumento para mim muito fraco. Podem haver consequências graves. Agora corre-se o risco de ter aberto brechas para a impunidade dos monstros que praticam abusos sexuais e violentam nossas crianças.
Reflito : Será que esses ILUSTRES JUÍZES que se consideram infalíveis tiveram ou tem crianças de 12 anos e 13 anos em suas famílias. Em que mundo da insensibilidade eles vivem. Em meu país não pode ser. Temos a maioria de brasileiros , honestos e sensíveis.
Poderia dizer como o Zé Ramalho disse: "Esse não é meu país". Mas prefiro dizer : Esse é meu país. Só que não é o país da JUSTIÇA. Nós brasileiros do bem, cidadãos honestos levamos uma bofetada em nossos rostos com essa decisão que viola a integridade de nossas crianças.

Obs: faz pouco tempo visitei Brasília, enquanto minha sobrinha advogada, fotografava o Palácio da Justiça, eu gritava feito uma maluca:JUSTIÇA CEGA! (não reseisti perdi a elegância...).

terça-feira, 23 de junho de 2009

Olhares dão sentido a vida.


Uma convicção é o nosso olhar é que dá sentido a vida. O significado do que nos rodeia depende do nosso olhar. Em pequenas cenas do cotidiano vemos pequenos gestos ganhar dimensões várias. Uma historinha... Caminhos se cruzaram em um dia qualquer numa sala de aula. Ele mais jovem com um certo poder, ela mais velha feliz, com sede de conhecimentos. Conheceram-se, sentiram uma admiração mútua. Ela feliz jamais pensaria que ele a olhava com desejo de algo mais. Simples, amava outro homem e não olhava para os lados. Inocente até deixou que o olhar dele desse sentido ao que não existia. Extremamente aplicada em uma matéria, um dia chegou à Faculdade e as colegas deram -lhe uma bela surpresa. Total em todas as notas. Era final do período,as notas estavam na secretaria para que se consultassem os resultados. Difícil acreditar, mas como aplicada que era e apaixonada por essa determinada matéria só a humildade a fez se emocionar . Ela vai entrando seguindo uma espécie de varanda imensa. Ele surge em sentido contrário, caminhando como fosse encontrá-la. Ela emocionada pela conquista do reconhecimento ao seu esforço: gritou o nome dele, em um rasgo de espontaneidade e emoção, correu de braços abertos para abraçá-lo. Foram muitos abraços entrecortados pelas emoções deles. Sentimentos com significados diferentes. Ela pelo resultado da aprendizagem de um conhecimento que gosta muito, gratidão pelo incentivo dele que nunca poupou esforços para que ela tivesse a sua orientação e acessos a livros também. As emoções dele não se resumiam em só pelo sucesso dela, mas a emoção maior era de estar nos braços da mulher que mexia com seus sentimentos e sentidos. Daí a relação deles mudou de atenciosa para uma relação como se tivesse um "clima" diferente. Voltaram das férias. Ele ficou a jogar indiretas bem atrevidinhas. Ela caiu na real quando em turma, no intervalo das aulas, sentada no parapeito da varanda, ele sempre vinha conversar e um dia deu a "cantada"direta: daria tudo para conhecer os mistérios dela. As colegas arregalaram os olhos,uma mais atrevida falou: repita o que você disse e ele repetiu sem constrangimento. Foram para sala de aula. Sem comentários. Continuaram no intervalo das aulas a bater papos no corredor-varanda. Sentar no parapeito, era como uma mania. Na época usava umas botas femininas com estilo masculino. Um dia ele parou perto dela, pegou a ponta do cadarço das botas e puxou cuidadosamente o que a fez sentir um friozinho como tivesse sendo desnudada devagar, de mansinho. Ela se assustou. Tomou uma séria providência, foi clara. Não queria magoá-lo mas, amava outro homem, era muito feliz. Só poderiam ser amigos. Cenas comuns e com significados tão diferentes para estas duas pessoas. Olhares tão diferentes em um cotidiano simples. Imagino as visões várias em vivências mais complexas. As consequências dependem do olhar que lançamos a nossa volta, em determinado momento de nossa vida. Só que a vida também é como uma roda-gigante e nas voltas que dá não sabemos o que pode acontecer...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cotidiano de uma família...

Estamos em um inverno com a cara da primavera, a cidade está cheia de flores e as árvores estão lindas,verdes...O céu de um azul transparente. Sentimos uma grande energia, otimismo, é o sorriso da alegria compartilhada. Minha filha pergunta-me: Mãe penso que somos pessoas que amam demais...parece-me que nossa família é diferente. Respondo: Talvez, é o que muitas vezes me pergunto. Vamos seguindo pelas ruas,mais adiante chegamos à um lugar onde queremos estar com as mãos estendidas sempre.Meus filhos entram comigo e encontramos a Dona Neusa, 70 anos, maravilhosa, que serve o café.Existem pessoas iluminadas que assim que as vemos temos vontade de levar para nossa casa.Trabalha em uma Instituição com características penosas, mas não quer se aposentar, sente seu trabalho como uma missão de vida. Sinto um impulso e acarício aquele rosto que transmite tanta serenidade. É a visão da paz que é materializada na pessoa de Dona Neusa! Vamos em frente e encontramos pessoas que não tem brilho no olhar mas esforçam para nos dar as boasvindas. Uma delas olha para mim atentamente e também para o meu filho. Ela exclama, bem baixinho quase inaudível: Como vocês dois são tão parecidos! Meu filho responde com um sorriso largo: todas as pessoas dizem isso. Entreolhamos, sorrimos com orgulho de sermos parecidos e recebemos um sorriso tímido (quebramos o gelo),vimos que a pessoa sentiu-se confiante em nossa presença. Quando saimos de lá comentamos como a natureza foi generosa, nos fez parecidos fisicamente o que faz sempre com que as pessoas aproximem de nós por uma certa curiosidade e quando ajuda- nos no contacto com aquelas que queremos estender as mãos sem que sintam invadidas em suas introspecções,sentimos premiados por nossa Mãe Natureza.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Poema ...(Autor: Fernando Pessoa)

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva quando falta muito,pede-se
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e ervas...

O que é preciso é ser natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar -se que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

Obs: maravilhosamente neste poema,Fernando Pessoa faz um retrato do viver a vida.
Um poema lindamente humano,que nos remete a visão da totalidade (a natureza e o viver do homem)...É preciso ser de vez em quando infeliz.Para se poder ser natural...Nem tudo é dias de sol,E a chuva, quando falta muito, pede-se...
Encanta-me esta naturalidade com que o poeta Fernando Pessoa interpreta a vida. Sempre encontramos respostas sobre o viver em seus fantásticos poemas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que tanta violência sexual ...

Essa é uma semana com notícias ruíns que temos vontade de ignorar. A nossa conciência, não nos permite calar. Os jornais dessa semana (não sensacionalistas) noticiaram um número absurdo de estupros que as mulheres sofreram este ano. Aqui na minha querida Minas Gerais já passam de 130 casos,que chegaram ao conhecimento das autoridades. Temos certeza que muitas mulheres não falam nem denunciam, evitam se expor por constrangimento ou medo. Essa violência terrível que deixa marcas na alma para toda vida,com sequelas psíquicas e o requinte de crueldade é absurdo: torturas e muitas são mortas. E essa violência acontece de forma generalizada, em cidades grandes, as médias e pequenas, também em todas as classes socias . Quando li essa notícia, senti-me deprimida sem vontade de escrever. Faço -me muitas perguntas: quais as razões de tantas violências sexuais contra as mulheres sejam crianças ou adultas(esses números são só de mulheres adultas) se falarmos nas meninas já se vão outras centenas de casos. O que está acontecendo com uma sociedade que perde os limites até elementares de civilidade? Onde estão os responsáveis pela formação desses monstros? Onde andam os pais,a família ,a escola,a mídia,a sociedade como o todo. Onde e como fica nossa pretensa humanidade que nos diferência dos animais, e da qual nos faz termos a arrogância de ser superiores como seres inteligentes e pensantes. Quem consegue encontrar respostas,as pistas até que temos de como tentar modificar o que está aí. Tratados de sociologia não resolvem. Já fizeram tantos estudos,os chamados diagnósticos. Agora colocá-los em prática uma utopia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O vestido Chemise...

Esteve nas araras e vitrines
da vida de sua adolescência.
Agora em suas andanças pela cidade
ela descobre o chemise de seda como em flashback
de um tempo que se descobria a vida.
Veste-o,olha-se no imenso espelho
que reflete outra imagem,de uma mulher diferente
não tem os cabelos lisos e longos, agora são curtos,
nem o olhar surpreso estampado no rosto
pelas descobertas da vida.
A mulher no espelho agora
tem uma elegância madura
de idade indefinida.
É uma imagem bela, segura de si.
O seu chemise de seda é mácio,
gostoso de acariciar,como sua pele.
Ela passa as mãos na textura da seda
e sente as mesmas emoções
daquela garota adolescente
bela!
Só que sem o olhar surpreso.
Ela sabe já: a vida é uma paixão.